O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo denunciou seis pessoas por integrarem um esquema criminoso voltado a fraudar contratos de gestão de resíduos urbanos em Bauru, no interior paulista. A denúncia, de 317 páginas, foi assinada pelos promotores Ana Maria Romano, Lucas Maester Colombo e Nelson Aparecido Febraio Junior.
Segundo o MP, o grupo teria “transformado a prefeitura em palco de organização criminosa” para direcionar estudos técnicos e decisões administrativas em benefício próprio. Entre os denunciados estão a secretária de Meio Ambiente do município, Cilene Chabuh Bordezan, o executivo da Estre Ambiental Hamilton Libório Agle, a ex-assessora da pasta ambiental Sara Moura de Jesus, a funcionária da Estre Talita de Andrade Soares Chieregatti, o ex-secretário de Assuntos Jurídicos Vitor João de Freitas Costa e o coordenador técnico da Fipe Mário Luiz Silvério.
De acordo com a investigação, batizada de Operação Cavalo de Troia e deflagrada em 9 de setembro, o esquema girava em torno da concessão de gestão do lixo urbano da cidade, avaliada em R$ 5 bilhões ao longo de sua vigência. As apurações apontam que um escritório no edifício Prime Square, em Bauru, funcionava como centro de operações do grupo, com comunicações interceptadas mostrando articulação entre agentes públicos e executivos da iniciativa privada. Na casa de Vitor João de Freitas Costa, a polícia apreendeu R$ 240 mil em espécie.
O Tribunal de Contas do Estado já havia suspendido a licitação da concessão antes da conclusão do processo, o que, segundo os promotores, impediu a consumação da fraude.
Com informações de Estadão.






