Representantes de clubes das principais divisões do futebol paulista, entre eles Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, além de equipes de divisões inferiores, se reuniram nesta segunda-feira na sede da Federação Paulista de Futebol para discutir os impactos da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que restringe as casas de apostas esportivas.
A preocupação dos dirigentes tem razão financeira concreta: somente em 2025, as casas de apostas injetaram mais de R$ 1 bilhão em contratos de patrocínio com clubes brasileiros, valor que representa cerca de 7,9% da receita total do Brasileirão e que hoje sustenta o patrocínio máster de 14 dos 20 clubes da Série A.
Pela nova regra, as empresas de apostas têm prazo até as 23h59 de 5 de outubro para retirar toda publicidade das camisas e estruturas dos clubes, enquanto o Congresso Nacional terá 120 dias para decidir se a medida se torna lei permanente.
A FPF, que já havia articulado um manifesto público contrário à restrição, coordenou o encontro desta segunda e busca agora abrir diálogo direto com o governo federal, com uma primeira conversa prevista para ocorrer já nesta terça-feira junto ao Ministério do Esporte. O impacto financeiro também atinge as competições nacionais, que contam com patrocínios de apostas, incluindo acordos de naming rights com a Betano.
Com informações de Estadão.






