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China reduz tarifas sobre produtos agrícolas dos EUA, mas soja fica de fora

Foto: Melquizedeque / Pexels

A China anunciou nesta segunda-feira (28) uma redução nas tarifas cobradas sobre uma série de produtos agrícolas importados dos Estados Unidos, resultado do encontro recente entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump em Washington. A soja, porém, principal commodity agrícola comprada pelos chineses dos americanos, não entrou no pacote de alívio tarifário.

O entendimento faz parte de um acordo recíproco de redução de tarifas avaliado em US$ 60 bilhões, negociado entre as duas potências. A lista de produtos beneficiados inclui milho, trigo, carnes, laticínios, sorgo, óleos vegetais e derivados de soja, como óleo e farelo. Segundo o Ministério do Comércio chinês, mais de 90% dos itens abrangidos deixarão de sofrer sobretaxas recíprocas e passarão a ser taxados pela tarifa de nação mais favorecida.

Apesar disso, a soja em grão continuará sujeita a uma tarifa adicional de 10%, patamar que analistas consideram alto demais para ser absorvido pelas processadoras privadas chinesas sem prejuízo. Para Feng Chucheng, fundador da consultoria Hutong Research, manter a oleaginosa separada do pacote dá a Pequim uma carta de negociação com Washington — segundo ele, o tema carrega “grande significado político” para o governo chinês.

Estatais como Sinograin e Cofco já compraram mais de 12 milhões de toneladas de soja americana, cerca de metade das 25 milhões de toneladas anuais que a Casa Branca afirma terem sido prometidas por Pequim até 2028. Sem a incidência de tarifas, o custo de chegada da soja americana e da brasileira na China gira em torno de US$ 595 por tonelada, mas as processadoras privadas chinesas hoje operam no vermelho a esse preço.

Com informações de CNN Brasil.

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