A menos de duas semanas da votação, as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) mudaram de estratégia na disputa pelo eleitorado ainda indeciso. O Planalto passou a concentrar a comunicação em medidas econômicas de efeito mais imediato, enquanto o entorno de Flávio reforçou a presença de aliados nos atos de rua.
Depois de meses apostando em indicadores macroeconômicos, como desemprego em baixa histórica e inflação dentro da meta, a equipe de Lula concluiu que esses números não vinham se traduzindo em ganho eleitoral, por não serem percebidos no dia a dia dos eleitores. A resposta foi um pacote de medidas mais palpáveis: a proibição das apostas online, com o fim total das plataformas previsto para 6 de outubro, um novo programa Desenrola para renegociação de dívidas, o fim do imposto federal sobre as chamadas blusinhas e a defesa da redução da jornada para a escala 6×1.
Do lado de Flávio, a estratégia passou a somar à base bolsonarista o reforço de nomes como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), numa tentativa de reduzir resistências entre eleitores de centro. Os três participam de um ato conjunto em São Paulo nesta segunda-feira, 28, batizado de super segunda, e a campanha deve se encerrar com uma motociata no sábado, dia 3 de outubro.
A reta final também foi marcada por episódios que fogem ao controle das duas campanhas. Um boato sobre suposta intenção de Flávio de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil ganhou força nas redes e levou a campanha a acionar o Ministério Público Eleitoral. Já o Planalto lida com mensagens do advogado Walfrido Warde que mencionam um suposto agradecimento de Lula ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, negado pelo governo, além de desdobramentos do caso Banco Master que também atingem aliados de Flávio.
Com informações da Jovem Pan.






