A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) recorreu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, para tentar suspender uma decisão do ministro Flávio Dino que restabeleceu publicações associando o candidato a uma suposta família miliciana contrária a Nossa Senhora Aparecida.
A controvérsia começou na semana anterior, quando circulou nas redes sociais um boato de que Flávio pretenderia retirar da santa o título de padroeira do Brasil. Em meio à repercussão, o humorista Antonio Tabet publicou um texto afirmando que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
A pedido da campanha de Flávio, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, havia determinado a remoção da publicação, por entender que ela espalhava informação falsa sobre o candidato. No fim de semana, porém, Dino derrubou essa decisão, sob o argumento de que não havia elemento que ligasse Flávio de forma inequívoca ao texto de Tabet, e que a remoção configuraria censura prévia.
Nesta segunda-feira, 28, a campanha de Flávio pediu a Fux, relator de um processo correlato sobre o Marco Civil da Internet, que suspendesse a decisão de Dino. O ministro, no entanto, preferiu não decidir sozinho e enviou a questão para julgamento pelo plenário do STF, que deverá referendar ou reverter o entendimento anterior.
No mesmo dia, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota negando qualquer envolvimento na disseminação do boato, afirmando que a acusação atinge injustamente a instituição católica. Flávio Bolsonaro nega ter qualquer intenção contra a padroeira e atribui a autoria e a repercussão das publicações a adversários políticos, num episódio que se tornou mais um capítulo de disputa jurídica na reta final da campanha eleitoral.
Com informações do Estadão.






