A campanha de Flávio Bolsonaro pediu à Justiça a abertura de investigação e a prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), segundo informações publicadas pela CNN Brasil.
O pedido foi motivado por uma publicação nas redes sociais atribuída a Marques, que tem mais de 200 mil seguidores. Na mensagem, ele teria escrito “parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar. Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada…”, além de republicar conteúdos que acusavam Flávio de tentar enfraquecer igrejas católicas no Brasil.
A publicação está relacionada a uma alegação que circulou em 23 de setembro, segundo a qual Flávio Bolsonaro pretenderia retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil caso eleito. A informação foi associada a uma fala do próprio candidato em agosto, quando disse que, “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Flávio negou a alegação em 24 de setembro, atribuindo sua origem a uma “milícia do PT”.
De acordo com a reportagem, a campanha de Flávio classifica a conduta do servidor como divulgação de fatos sabidamente falsos em período eleitoral, incitação ao crime e associação criminosa, e pede, além da prisão preventiva, mandado de busca e apreensão de aparelhos eletrônicos, suspensão das funções públicas de Marques e proibição de uso de redes sociais.
Procurada pela CNN Brasil, a Secom negou irregularidade e afirmou que Marques se manifestou em caráter pessoal, fora do expediente e com equipamento próprio, reiterando o compromisso do governo com a liberdade de expressão.






