A candidata ao Senado pelo Paraná Cristina Graeml (PSD) afirmou publicamente ter sido “abandonada sozinha no partido” pelo ex-juiz Sergio Moro, após ele deixar o União Brasil para se filiar ao PL. Segundo informações publicadas pelo Gazeta do Povo, a declaração foi dada em meio à disputa pelas vagas ao Senado no Paraná nas eleições de 2026.
De acordo com a reportagem, Graeml também comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu a candidatura de Deltan Dallagnol, outro nome de oposição na disputa estadual. Ela defendeu o direito do adversário de continuar concorrendo, afirmando que “o adversário tem direito de concorrer”. A matéria não detalha os fundamentos nem o caráter, definitivo ou temporário, da decisão do TSE.
Ainda segundo o Gazeta do Povo, Graeml rebateu críticas de setores da própria base bolsonarista, que a acusam de oportunismo eleitoral por defender posições historicamente associadas a Dallagnol. A candidata migrou para o PSD com apoio do governador Ratinho Junior, depois que o União Brasil perdeu a Secretaria de Infraestrutura no estado. Nas eleições municipais de 2024, ela obteve mais de 390 mil votos na disputa pela prefeitura de Curitiba, na qual foi derrotada por Eduardo Pimentel.
Na entrevista, Graeml afirmou ainda priorizar a pauta do impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e defende mudanças na legislação penal, além de apoiar a candidatura de Sandro Alex ao governo do Paraná e de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.






